BOLSONARO QUEBRA SIGILO FUNCIONAL, MESMA QUEIXA QUE FAZIA CONTRA CPI

Ex-presidente da CPI, Omar Aziz (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Ao comentar a conclusão de inquérito da corregedoria da Polícia Federal (PF), o senador Omar Aziz (PSD-AM) mirou sua artilharia contra Bolsonaro. Ex-presidente da CPI da Covid, Aziz diz que as investigações concluíram que o presidente violou o sigilo funcional ao divulgar inquérito, prática que atribuía aos integrantes da comissão.

No relatório, consta que o inquérito sobre os ataques de hackers aos sistemas de informática do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não corria em segredo de justiça, mas não poderia ser divulgado, uma vez que as investigações ainda estavam sendo concluídas.

“A Corregedoria da Superintendência da Polícia Federal constatou que o presidente violou o sigilo funcional ao divulgar na internet um inquérito sigiloso da instituição, na íntegra”, afirmou o senador.

Aziz ainda lembrou que a CPI da Covid foi um dos alvos principais de bolsonaristas que acusavam os integrantes do colegiado de vazarem informações sigilosas.  “Durante a CPI, tentaram desqualificar nosso trabalho com fake news, piadas sem graça e até mesmo nos acusando de vazar documentos. Agora, o que vemos é que essa é a prática de quem mais nos atacou”, criticou.

“Estávamos só fazendo o nosso trabalho. E assim continuaremos, em busca de justiça pelas mais de 630 mil vidas brasileiras perdidas nesta pandemia”, disse.

O senador ainda comentou sobre a convocação pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para esclarecer sobre o enfrentamento à Covid-19, sobretudo em relação à vacinação infantil.

“A CPI cumpriu seu papel e avançou até onde poderia, entregando, ao seu final, o relatório para que outras instituições aprofundassem as investigações. Agora, nós senadores mantemos a vigilância e aprovamos a convocação do ministro da Saúde”, explicou.

Quebra de sigilo

O inquérito no STF sobre a quebra de sigilo foi aberto depois que o presidente propagou na rede social, em 4 de agosto do ano passado, ao lado do deputado Filipe Barros (PSL-PR), informações distorcidas para alegar suposta fraudes nas eleições presidenciais.

Na época, o tribunal explicou que não houve qualquer risco às eleições e pediu investigação sobre o vazamento ao Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo mês, ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito.

Fonte: O Vermelho

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